domingo, 5 de agosto de 2012

Desta vez, um olhar no recente.

 Explorando a formação de um jovem a deriva no passado mas em porto, aparentemente, seguro no presente, uma entrevista realizada pela "paiol literário", Jornal Rascunho do Gazeta do Povo com o escritor Daniel Galera. Nascido em São Paulo, criado em Porto Alegre, Daniel leva a mão dos leitores obras excelentes para esquecer as tardes de um sábado chuvoso ou de um domingo, com silêncio após a louça lavada. Sua trajetória começou com o lançamento de Dentes Guardados (2001), seguiu com Até o dia em que o cão morreu (2003), Mãos de Cavalo (2006), Cordilheira (2008) e mais recentemente com Cachalote (2010).






sexta-feira, 13 de julho de 2012

Para muitos, o inverno é o céu.


 

Vidas Secas é uma enchente.  O livro de Graciliano, publicado na íntegra em 1939, foi objeto de um trabalho que elaborei recentemente para um tópico de História e Literatura. Analisar o livro no seu contexto, o contexto do texto, essas coisas que deixam a gente profundamente angustiados é temperado de modo muito particular quando se trata das obras do velho Graça. Desta feita, compartilho, muito tardiamente é verdade, um pouco do esforço que fiz para encontrar saídas deste imbróglio. Bom, são apenas hipóteses de leitura da história de Fabiano, Sinhá Vitória, os meninos e a cachorra Baleia.






domingo, 10 de junho de 2012

O dia em que a vadiagem virou direito por Justiça.


Antonio Candido proclama, volta e meia, que não participa mais publicamente do mundo: não faz observações sobre política, nem lê obras contemporâneas, por exemplo.  Quem perde, claro, é o mundo.

Nada mais escreve. "Só revejo prova de livro. É a vida comum de um aposentado". Para não soar eufêmico, reforça o autorretrato: "Sou um velho vadio". 

Nada mais justo.
E na arte de reproduzir, não basta ter má fé.

Reproduzo hoje uma matéria excelente! De Claudio Leal para a Terra Magazine sobre o professor. Aliás, a quem eu devo, por obrigação moral, reservar um espaço maior aqui neste feudo. Em breve!


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Insisto em Desgraciliar: Relatos da Sequidão.

Não resmunguem.

Graciliano passou pelo Senado. Talvez não concordasse com ninguém por lá, de fato. Reclamaria do ambiente e iria sentar lá fora, cruzar as pernas, fumar um Selma pensando: ''inútil". Sem achincalhe. Mesmo assim, Virgílio (PSDB), Suplicy (PT) e Renan Calheiros (PMDB), tomaram a  palavra pra falar do homem. Aliás, palavra, que foi meio, meio que o preso, viajante, meio calvo e ateu se expressou.
                                                                                                                                                        
                                                                           Na foto: Portinari recebendo, aos aplausos de Graciliano Ramos e colegas, Carnê de membro do PCB das mãos de Luis Carlos Prestes. 1946

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Brasil: amendoins e modernismo.

Resolvi escrever.

Andarilhando sobre a produção literária, tomando nota de algumas desavenças públicas e fugindo da universidade. Não, não quero tomar o cargo de ninguém, muito menos me especializar.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

''Arte é sangue, é carne. Além disso não há nada''.


      Aproveitando o tópico anterior vou compartilhar outro texto, pensando naquelas mesmas questões. Dênis Moraes discute, além da trajetória do escritor, envolvendo política e literatura, alguns dados que nos dão pistas para compreender a questão da contradição de boa parte dos intelectuais de esquerda no Brasil que participaram, de alguma forma, da imprensa do Estado Novo, seja publicando em revistas ou jornais. Confiram!

domingo, 20 de maio de 2012

Graciliano Ramos: por Antônio Candido e João Luiz Lafetá.


Graciliano Ramos, eis o homem. Lá de Quebrangulo, interior de Alagoas, Filho de Sebastião e Maria, brasileiro, interiorano, casou-se duas vezes e teve sete filhos. Com seu próprio punho, com 56 anos escreve, entre outras coisas que usa sapato 41, tem horror às pessoas que falam alto, não gosta de frutas nem de doces, não gosta de vizinhos e é indiferente à música, fuma três maços de cigarro por dia.